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23/09/2009
Veyrier-du-Lac, França | Clinical Diagnostics
Location : França
Cerca de sessenta peritos internacionais apresentam um sinal de alarme às autoridades de saúde.
Veyrier-du-Lac, França - 23 de Setembro de 2009
2nd World HAI Forum: Cerca de sessenta peritos internacionais apresentam um sinal de alarme às autoridades de saúde.
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Novas enzimas tornam algumas bactérias resistentes à maioria dos antibióticos
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A comunidade hospitalar é reticente à vacinação contra a gripe
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As políticas de saúde são insuficientes face às bactérias multi-resistentes
Ocorrem cerca de 7 milhões de casos de infecções nosocomiais na Europa e nos Estados-Unidos por ano
De acordo com os líderes internacionais, a comunidade médica mundial deve agir para responder a três desafios que ameaçam a saúde dos pacientes do mundo inteiro. Primeiro, bactérias muito disseminadas, como a Escherichia coli (E. coli) produzem novas enzimas que as tornam capazes de inativar todos os antibióticos à exceção dos que os clínicos guardam para último recurso. Segundo, a própria comunidade hospitalar contribui para a propagação de infecções recusando a vacinação contra a gripe e, em alguns países, preferindo ir para o trabalho doente em vez de ficar em repouso. Por fim, em muitos países, as autoridades de saúde não conseguem adaptar políticas de prevenção, as quais já provaram seu valor na luta contra a propagação das infecções nos hospitais e outros estabelecimentos de saúde.
Os líderes reunidos no “2nd World HAI Forum” dedicado às infecções nosocomiais (IN), pediram ontem às autoridades sanitárias e aos profissionais de saúde do mundo inteiro para “reduzir o consumo de antibióticos e agir o mais rapidamente possível antes que algumas bactérias multi-resistentes se tornem endémicas”.Vários peritos mostraram preocupação perante a falsa impressão que o problema das infecções nosocomiais é hoje inteiramente controlado. Com a emergência de novas formas de resistência bacteriana (carbapenemases KPC) e de novas cepas de bactérias (Staphylococcus aureus PVL+), as IN permanecem um problema de saúde pública bem real.
Os debates, que ocorreram no Centro de Conferências da Fundação Mérieux, também chegaram à proposta de “implementar rapidamente acções múltiplas de prevenção, tendo provado a sua eficácia em vários países, para lutar contra os Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (isolamento dos pacientes, rastreio e descolonização dos portadores, reforço das medidas de higiene)”. Em alguns países, mais de 60% das cepas de S. aureus identificadas nas unidades de terapia intensiva (UTI) são resistentes aos antibióticos de primeira intenção.
Outro tema do Fórum : a gripe que se transmite também no hospital e representa um risco para os pacientes fragilizados (pacientes muito novos, idosos, imunocomprometidos,...). Os líders , concordam com a subestimação deste risco pelos profissionais de saúde e a sua baixa taxa de vacinação, e incentivam fortemente a todos vacinarem-se.
Os participantes encorajaram finalmente “as iniciativas locais em matéria de comunicação pública dos dados relativamente às infecções nosocomiais para medir o impacto das políticas de prevenção dos estabelecimentos de saúde em matéria de infecções nosocomiais”
“As bactérias não conhecem fronteiras e os profissionais de saúde do mundo inteiro fazem face às mesmas dificuldades, colocadas por microorganismos cada vez mais complexos e resistentes, declarou Alain Mérieux, Presidente de bioMérieux. A nossa ambição, reunindo alguns dos melhores especialistas internacionais da prevenção e do controlo das infecções, é de ajudar a comunidade médica mundial a tomar medidas concretas para responder a esta questão crucial para a saúde pública.”
Para Didier Pittet (chefe do Serviço prevenção e controlo da infecção dos Hospitais Universitários de Genebra e diretor do centro de colaboração da OMS para a segurança dos pacientes), “a verdadeira pandemia mundial hoje, é a resistência aos antibióticos. É uma epidemia silenciosa e uma bomba com detonação retardada porque amanhã, já não vamos ter antibióticos eficazes. As infecções nosocomiais agravam este fenômeno de resistência : É hoje necessária uma tomada de consciência global para que a luta contra as IN e a propagação das resistências se torne uma prioridade nas políticas da saúde. Este fórum, lugar único de intercâmbios entre líders científicos internacionais, contribui para atrair a atenção sobre a gravidade da situação a nível mundial”.
As infecções nosocomiais (IN), que atingem perto de 7 milhões de pessoas nos Estados Unidos e na Europa cada ano, são doravante consideradas como um grave problema de saúde pública. Elas representam uma causa frequente de morbidade, de mortalidade e de custos médicos. A sua prevalência aumenta regularmente devido à complexidade dos tratamentos médicos e dos procedimentos cirúrgicos, do aumento das deslocações, assim como a super-utilização ou a má utilização dos antibióticos de largo espectro. Na França, 750 000 infecções nosocomiais por ano gerem entre 2,4 e 6 mil milhões de euros de despesas suplementares por ano. Na Europa, são 5 milhões de infecções nosocomiais anuais. 135 000 das quais contribuem para o falecimento dos pacientes.
O 2º Fórum mundial sobre as infecções ligadas aos cuidados de Saúde , é uma iniciativa da bioMérieux, ator mundial na área do diagnóstico in vitro. A bioMérieux trabalha em estreita colaboração com os profissionais de saúde nas três áreas do controle das infecções nosocomiais : prevenção, vigilância e intervenção.
Há dois anos que a bioMérieux organiza encontros sobre as infecções nosocomiais no mundo inteiro (Estados Unidos, Bélgica, Países Baixos, Portugal, Espanha, China, Japão,...), para facilitar as trocas científicas e o desenvolvimento de uma rede mundial de líderes. O “3rd World HAI Forum” está previsto realizar-se dentro de dois anos.
1. Laxminarayan, R., A. Malani. Extending the Cure: Policy responses to the growing threat of antibiotic resistance. Washington, D.C, Resources for the Future 2007.
2. Center for Disease Control and Prevention (CDC) figures 2007 - http://www.cdc.gov/ncidod/dhqp/hai.html
3. Suetens C. Healthcare associated infections in Europe : Burden and surveillance strategies, IPSE, 2006.
Sobre o “World HAI Forum”
O Fórum mundial sobre as infecções nosocomiais reúne especialistas internacionais, médicos e microbiologistas, na área do controle e da prevenção das infecções. Este fórum bi-anual é uma iniciativa privada, independente das organizações oficiais e dos governos.
O “World HAI Forum” tem por objectivo esclarecer e influenciar os decisores suscitando uma tomada de consciência e uma melhor compreensão das infecções nosocomiais. Para antecipar a evolução das IN ao longo dos cinco anos seguintes, os seus membros pensam nos futuros desafios e ações a implementar.
Enquanto que a maior parte dos colóquios se concentra nos desenvolvimentos científicos passados, no âmbito acadêmico, o Fórum mundial sobre as infecções nosocomiais oferece a possibilidade aos peritos de se dedicar a uma análise prospectiva de temas pouco abordados nos grandes congressos. Fornece-lhe igualmente a ocasião de estudar sucessos, boas práticas e diferenças de aproximações de um país para outro.
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